Crônica do amor ecano

por Mariana Bolognani
amor (ô)
(latim amor, -oris)
s. m.
1. Sentimento que induz a obter ou a conservar a pessoa ou a coisa pela qual se sente afeição ou atracção.
2. Paixão atractiva entre duas pessoas.
3. Afeição forte por outra pessoa.
4. O próprio ser que se ama. (Usado também no plural)
5. Brandura, suavidade.
6. Paixão ou grande entusiasmo por algo.

Ah, o amor… Quantas imagens e sentimentos já não foram usados pra representar essa palavra? Quando se pensa em “amor”, as primeiras coisas que vêm à cabeça são que “amor” ao contrário é “Roma” (é, isso vem na minha cabeça) e também corações vermelhos, flores, frio na barriga, mãos suadas, sorrisos, olhares bobos, chocolates e bombons, férias a dois numa praia paradisíaca do Caribe… Esse é o amor romântico, o amor “mocinha-mocinho”, o amor shakesperiano, o amor do casal principal da Malhação… Esse amor é lindo, vermelho, cheio de momentos felizes (pelo menos na Malhação)… mas ele não é sempre assim, ele também é cheio de altos e baixos e, de acordo com relatos e estudos científicos, ainda existe uma chance (nem tão pequena assim) que ele acabe.

É isso que acontece com grande parte dos amores… Mas não com o nosso. Não com o amor auri-roxo. Não com o amor que está dentro do coração e da cabeça dos ecanos.

Esse amor é tão inexplicável quanto qualquer outro… e se manifesta mais ou menos das mesmas maneiras. O amor auri-roxo também faz com que você tenha frio na barriga… mas não é quando você vê a pessoa amada. É no JUCA, quando você está na arquibancada, tenso pra caramba, vendo um time vestido de roxo e amarelo entrando em quadra pra defender a ECA, é quando o jogo de vôlei contra a Cásper está 24X21 e você não vê a hora da bola cair no chão da quadra adversária. E os momentos de extrema alegria não são à dois numa praia paradisíaca… eles são vividos por muitas pessoas juntas, por uma massa roxa e amarela que se une, canta, pula, bebe cerveja, fala besteira e dá risada, dá muuuuita risada. Eles são vividos na prainha, nos corredores e arredores da ECA ou numa cidade do interior; num dia qualquer da semana, na Quinta & Breja, ou na FestECA, em meio à toda aquela insanidade. Isso é que é alegria.

Quando a gente ama, a gente admira a pessoa amada, o objeto do nosso desejo e uma vez junto com ela, sente que nada mais existe, sente que ali você está confortável de verdade, que você pode ser você mesmo. E com o amor auri-roxo não é diferente. Você chega na ECA depois de um dia cansativo ou de uma noite em claro fazendo trabalho e você se sente feliz, em casa; você olha praquele prédio imenso que é o CCA e você sente orgulho de estar ali, de estudar ali; você vê os seus amigos e agradece por estar na melhor faculdade do Brasil e por ter os melhores amigos do seu lado. E quando você se dá conta, está olhando pra prainha num lindo dia de sol com aquela cara de bobo apaixonado, pensando “Caramba, que foda. Onde mais eu teria um lugar desse?”. E eu te respondo: em lugar nenhum. Nem na Malhação.

O amor pela ECA não é representado por objetos como flores, perfume, bombons. Ele é demonstrado através do amor à camisa roxa e amarela, dos acessórios roxos e amarelos que enfeitam os ecanos e ecanas (roxo e amarelo nunca combinaram tão bem), dos instrumentos da Batereca fazendo um barulho insano, das cornetas e apitos, do adesivo do leão colado nos carros… e o “perfume”, bom, acho que comentar isso é dispensável.

Todo ser amante só quer o melhor para seu amado. Quer que ele seja feliz, que ele tenha sucesso, que tudo dê certo pra ele… e o amor do ecano pela ECA? É a mesma coisa… o ecano apaixonado, fanático, quer que a ECA seja a melhor em tudo, quer que seja a campeã do JUCA, que seus times sejam os melhores, que ela faça as melhores festas, que ela seja elogiada, que ela sempre melhore! E ai do Mackezista burro que falar mal dela… Quantas vezes você não se pegou querendo xingar qualquer um que fale “Ah… a ECA é ruim, a ECA é maior várzea, na ECA só tem gente estranha…”? Tá, nós sabemos que é um pouco verdade… mas não podemos aceitar que qualquer pagante de faculdade diga isso assim, na lata. Então defenderemos a ECA até o fim. Ela é várzea, mas é a minha faculdade.

E por fim, mas não menos importante, o amor auri-roxo não acaba. Uma vez dentro de você, ele nunca vai te deixar. Os anos vão passar, você vai se formar e vai ser difícil o nome “ECA” ser indiferente para você, vai ser difícil que ele não desperte um sentimento ou uma lembrança boa. E vai ser ainda mais difícil que a ECA te decepcione, raras serão as vezes que você vai sentir raiva da ECA e quase impossível será que você saia de lá levando mais coisas ruins do que boas.

O amor à ECA é intenso. O amor à ECA não acaba. Ele está no coração, mas ele não é vermelho… é auri-roxo.

Mariana Bolognani
5ºsem – RP MAT

2 Comentários

  1. o amor é assim.

  2. Mariana, vamos dar um passeio a três?

    Eu, você e o amor..

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