Histórico, cores e mascotes

O que uma Atlética faz?
Vocês que tanto já ouviram falar (pelo menos na matrícula) sobre o JUCA e o BIFE, provavelmente nunca se perguntaram como que estes eventos ocorrem. Pois bem, eles são organizados pela Atlética. Sim, esta é a entidade cuja função é representar esportivamente nossa Escola, além de ser a responsável por “descobrir” talentos e manter as equipes que disputam uma série de campeonatos e os já citados ínters.
Oficialmente, a Associação Atlética Acadêmica Lupe Cotrim (ou apenas ECAtlética, como é popularmente conhecida) data de 1989. Sim… Quando a maioria dos nossos bixos ainda estava sendo planejada para vir ao mundo, o Centro Acadêmico se dividiu e o resultado foi o surgimento desta entidade. Obviamente é uma atlética nova se comparada a outras como Poli e Med e seus 50 anos de tradição, mas 2009 foi um ano histórico para nós por justamente completarmos duas décadas e estarmos no grupo das 20 maiores atléticas paulistanas.
Assim como as demais faculdades da USP, a ECA participa do BichUSP, da Copa USP e dos Jogos da Liga em disputas entre as equipes uspianas. Há ainda o JUP, a Liga Paulista e o NDU onde a competição se estende aos melhores times de São Paulo, e o Intercalouros, onde nossos bixos competem contra os cabeças-raspadas de Unifesp e ESPM. Entre os campeonatos ecanos, temos o InterECA, nosso torneio de futsal (onde você pode revidar com pontapés todas as cervejas pagas àqueles veteranos folgados e ainda jogar contra caras nascidos na década de 70), o SemTema e o Juliana Paes, voltados para os praticantes de modalidades de boteco, e o Intermods. Mas é realmente num inter que a coisa fica séria e você solta a voz xingando mackenzistas (no caso do JUCA, são poucas as sensações tão boas na vida como gritar “Chupa, Mackenzie”) e matemáticos (no BIFE).
Um ponto importante que devemos ressaltar é a ausência de peneiras (seleção dos atletas para entrarem nos times). Na ECA, ter vontade de jogar alguma modalidade é o suficiente para ir treinar, fazer parte de uma equipe e se integrar. Aqui, não há grupos fechados (vulgo panelas) e todos são receptivos com bixos e bixetes. Esta fórmula vem se mostrando acertada com os bons resultados dentro da USP nos últimos anos e ínters (bicampeões do JUCA em 2007 e 2010 e vice do BIFE em 2010).
Mas os não-adeptos de práticas esportivas podem relaxar… Não é só disso que vive uma Atlética! Também somos responsáveis por festas (e a ECA também é reconhecida pela qualidade delas). FestECA, Abril pros Bixos e Outubro ou Nada são eventos que ecano nenhum perde. E se você for uma pessoa mais sussa, tem o “Sal a Gosto”, um churras em plena prainha, ou ainda a Quinta & Breja, nosso happy-hour semanal que dispensa apresentações. No final do ano, acontece a Leão de Ouro, o “Oscar” do esporte ecano, que é talvez a única oportunidade de ver seus colegas em trajes chiques e sendo premiados por todo o esforço feito dentro das quadras ao longo do ano. E, sim, como vocês devem ter percebido, trocadilhos nos nomes dos eventos são comuns, mas não o nosso forte.
Se vocês se interessaram por alguma coisa que foi dita aqui (ou mesmo se não), conversem com seus veteranos e façam uma visita. Descubra mais sobre as histórias, lendas e troféus da ECAtlética. Ela fica localizada na vivência embaixo da cabeça de um leão.
por Pedro ‘Firmeza’ Maino
Tesoureiro – Gestão 2008/09
Torcida Auri-Roxa
Roxo e amarelo é uma combinação nada comum, não é? Conta a história que o primeiro presidente da nossa atlética, Márcio de Castro, quando foi comprar os uniformes para os nossos times, optou pelo grená e azul. Infelizmente (ou não), a loja só tinha uniformes grená e branco, que passaram a ser as cores da ECAtlética.
Algum tempo se passou e o nosso grená foi ficando cada vez mais roxo, mas as vitórias não chegaram. Foi então que, em 1996, os jogadores do futebol decidiram apagar de vez a derrota por 8×0 sofrida para a ESPM no ano anterior: compraram um novo uniforme! Amarelo bem forte, representava o desejo do ouro e uma nova fase do time. Foi nesse ano que o futebol obteve sua primeira vitória na história do JUCA, ficando fora da final apenas pela arbitragem desastrosa na disputadíssima semifinal contra a Cásper.
A mandinga deu certo! Hoje, todas nossas equipes jogam de roxo e amarelo e são bastante respeitadas, e nossa escola se tornou potência do esporte universitário, alcançando resultados expressivos como o bicampeonato no JUCA (2007 e 2010) e o vice-campeonato no BIFE (2010), além de desempenhos excepcionais em outros campeonatos. Agora é continuar suando a camisa auri-roxa pra conquistarmos cada vez mais títulos!
Discípulos do Leão de Judá
Reza a lenda que,
No primeiro JUCA de Piraju (1995), quando chegou o último dia todos os times ecanos já estavam desclassificados. Na verdade isso não era ruim, já que se podia passar esse dia inteiro bebendo e confraternizando. Mas havia um porém: a FAAP já desfilava uma girafa; o Mackenzie, sua sardinha seu tubarão; a ESPM, um insuportável Jacaré; até a Cásper aparecia com seu bizarro enigmático Homem-Pássaro.
Os ecanos estavam lá no boteco, bebendo (muito) e lamentando (um pouco) as desclassificações. Lamentando também que todas as torcidas faziam festa com seus bichos, esquisitos ou não….
Eis q um gênio aparece…
Um tiozão aspirante a mendigo invade a roda e promete animar a todos que estão ali presentes. Ele pede o violão e começa a cantar o refrão de um salmo que dizia assim: “Leão de judá!!! Leão de judá, prevaleceu!!!”.
Naquele momento, ainda reza a lenda, tomados de tal forma pela magia da sabedoria daquelas palavras, a ressaca se curou, a balada voltou e nada mais podia cessar a euforia daqueles ecanos que compraram o canto e o entoaram até o lusco-fusco daquele domingo ensolarado do primeiro JUCA no interior.
Assim nasceu o nosso Leão, o mascote ecano: de uma profecia prevendo as grandes glórias ecanas do futuro (2007 e 2010). O Leão de Judá prevaleceu!
Vida longa aos discípulos do Leão de Judá! A sua destra reinará!!!
por Eduardo ‘Duda’ Santiago
Diretor de Comunicação – Gestão 2007/08



