Juliana Paes
O ano era 2008, e era um ano belo pros esportes mais espirituosos da ECA. Boas gerações de jogadores travavam batalhas históricas na gloriosa mesa velha de pebolim, e o truco era vivenciado com toda malandragem e beleza que merecia. Na Vivência o pebolim moleque era pedaladas, gnomo no gol, toque de bola, e até gol de cobertura saía na Bombonera regada a cerveja. O truco crescia, depois do BIFE de Piedade, 2007, que tinha mesas quase 24 horas: bixos se apinhavam no quadrado do CCA, em bancos, na Dona Hermínia, em cima de cadernos, e ecanos mais velhos entravam nas rodas levando experiência pra brincadeira. Grande estilo.
E pro fim do ano, a maior notícia (e pra esportes que vivem de várzea e cerveja e não de twitter e fotinhas, quando se tem uma notícia, ela é foda): a Snickers iria bancar mesas de pebolas, sinuca e pingue pongue. Coisa linda ou não?
Pra fechar a parceria, devíamos um campeonato pros caras. Nasceu então, de uma mente ensandecida, um nome/homenagem: JULIANA PAES, os Jogos Universitários Liberados Implicitamente aos Alunos Não Adaptados às Práticas Atléticas Ecanas, da Snickers.
Substituindo a Tríplice Coroa (pebolas, truco e bets/taco), nasceu o torneio. Campeonatos das modalidades de mesa, mais o TETA (Torneio Ecano de Truco Amador) tornaram-se uma espécie de olimpíadas de chinelo na Vivência. E era neguinho fazendo contas de pontuação, tapetão comendo solto, remarcações de jogos, WOs, partidas históricas, Novos Baianos, chocolatinhos em barra. E isso é Juliana Paes até hoje. O campeonato mais ecano de todos os campeonatos ecanos.
por Mateus “Mateusão” Iglesias de Barros,
Diretor Indoor — gestão 2007/08




