JUCA

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sobre o JUCA…

Há dezessete anos, Corpus Christi tem sido o feriado mais aguardado de todos… Ao menos pelos estudantes de comunicações e artes das maiores universidades de São Paulo! É que nesse feriado sagrado acontece um evento mais sagrado ainda: o JUCA.

Os ecanos se armam com suas barracas e mochilas e partem rumo a uma cidade desconhecida, iniciando uma deliciosa saga de 4 dias de jogos e 3 dias de festas. Os objetivos? Mostrar ao mundo o orgulho de ser auri-roxo e se divertir muito.

Começa o JUCA. Centenas de ecanos unidos, vestindo roxo e amarelo, embalados pelo som contagiante da Batereca, vêem acontecer um verdadeiro espetáculo na sua frente. Surge o Leão, nos lembrando da nossa garra e força para ganhar os jogos; o Homem-Boleto, intimidando as outras faculdades mostrando nossa superioridade (pelo menos intelectual, já que “só burro paga”); e, finalmente, nossos atletas, sempre nos enchendo de orgulho e dando o melhor de si em quadra! A torcida, em coro, começa uma contagem regressiva… “Chupa Maquênze!” Tudo isso sempre na companhia da nossa amiga cerveja, comemorando vitórias e nos ajudando a esquecer as derrotas.

E como ninguém é de ferro, depois de um dia cheio de jogos deixamos um pouco do espírito competitivo de lado e vamos extravasar nas baladas. Afinal, JUCA também é integração! Além da presença dos seus melhores amigos, você tem a possibilidade de conhecer inúmeras pessoas novas, desde pessoas da própria ECA até de outras faculdades.

Existe algo inexplicável no JUCA que faz tudo parecer muito divertido, como passar horas num ônibus, comer mal, ficar rouco e viver em condições não tão boas de higiene. Seria o espírito ecano, sempre forte e persistente, tomando conta de você? A única coisa que temos certeza e que sua vida nunca mais será a mesma depois de um JUCA. Nem o seu amor pela ECA, que só tende a aumentar!

por Giovanna Pedron,
Diretora Social – gestão 2009/10

2010: O Ano do Amarelo

Clima de competição, previsões dos especialistas, as cores do seu time estampadas pela rua… É esse o cenário que podemos observar no mundo inteiro atualmente, afinal, vem aí a Copa do Mundo! Tomando proporções mais regionais e trocando o verde pelo roxo, a ECA presencia esse clima em dobro, porque é JUCA, mano! Assim como a Seleção, nossos times estão prestes a enfrentar o maior desafio do ano. Mas, qual é o cenário real?

Para o pessoal do futsal masculino e do basquete, a expectativa é de título.Assim como a Argentina na Copa, que caiu em um grupo fácil (Grécia, Nigéria e Coréia do Sul), nossas equipes têm grandes chances de passar pelos seus primeiros adversários com facilidade, Cásper no basquete feminino, FAAP no basquete masculino e BA no futsal, e chegar na final. No caso da Argentina, a gente espera que isso não aconteça, é claro.

Para as equipes de futsal feminino e tênis de mesa o começo também é calmo, mas as fases seguintes podem apresentar maiores dificuldades. O tênis de mesa masculino pega a PUCCAMP, que não deve surpreender nossos atletas e, no feminino, o início é contra o Mack, que já foi derrotado pela ECA em JUCAs passados. O futsal feminino pega a FAAP, também um adversário fácil nessa modalidade. Depois desses confrontos, a previsão é de nos depararmos com equipes mais competitivas, situação que a Espanha também irá enfrentar na Copa, na qual só irá confrontar equipes mais fortes na fase mata-mata, como Portugal ou Brasil nas oitavas-de-final.

A situação do handebol e tênis masculinos no JUCA e da Alemanha na Copa é bem similar, na medida em que começarão contra equipes mais fracas e podem pegar grandes adversários na final. O handebol pega a BA no seu primeiro jogo e tem grandes chances de repetir a final de 2009, contra o Mack. O tênis joga contra a Cásper, que não tem muita tradição na modalidade. Já a Alemanha, provavelmente só encontrará alguma dificuldade nas quartas-de-final, onde pode enfrentar os hermanos da Argentina. Mas, nesse caso, vamos torcer pra Alemanha, obviamente.

Vida difícil mesmo será a das nossas equipes de rugby e tênis feminino, que pegam logo de cara times fortes: FAAP e Cásper, respectivamente. Mas, como em todo campeonato, nossos times podem surpreender, como é o caso de Gana, a possível zebra dessa Copa. No caso do vôlei feminino e futebol de campo o começo também será decisivo. Ambos pegam a Cásper no primeiro jogo, um adversário com bom nível técnico. Entretanto, nossas equipes já mostraram que podem derrotá-los em outros confrontos, assim como a França, que tem uma equipe talentosa e é capaz de ganhar de adversários difíceis como o Brasil (leia essa parte e bata 3 vezes na madeira para espantar o mau agouro).

Para encerrar as nossas previsões, vamos falar um pouco da Holanda, que se encontra em um grupo que não é dos mais difíceis, mas que tem times que possuem condições de fazer bons jogos. Ela pode se espelhar no panorama que as nossas equipes de handebol feminino e vôlei masculino vão enfrentar. Os dois times pegam a FAAP no começo, que resultarão em confrontos acirrados, mas com grandes chances de vitória, já que os nossos times vêm de um ritmo forte de treinos.

Apesar das dificuldades pontuais, a ECA vai com tudo pra esse JUCA, assim como o Brasil aposta no hexa esse ano na Copa. A verdade é que, se as previsões estiverem certas, o ano será do amarelo, com o acompanhamento do roxo em Araraquara e do verde na África!

por Aline Farias,
Diretora Geral Esportiva – gestão 2009/10

Quando a torcida ganha o jogo

JUCA 2009. Semifinal do vôlei masculino. Do outro lado, a Cásper e sua torcida, em peso. Aqui, a ECA agonizava durante um primeiro set vencido pelos casperianos. Bate aquele frio na barriga, medo e até mesmo uma tristeza.

Mas, ué, não dizem que é nessas horas que a torcida é decisiva? Exatamente. Nesse momento, a Batereca resolveu chamar os ecanos para cantar o novo hino de 2009, “Senhores”. E pra quem ainda não sabe, a letra tem uma parte que diz que “é hora de mostrar raça; não tenho pena, vim pra ganhar”. Foi o que resolvemos fazer, time e torcida.

Cantamos, gritamos e mostramos com orgulho a camisa aurirroxa para a torcida da Cásper. Quando a Batereca parava de tocar, a torcida cantava sozinha. Deixamos o chamado “Exército Vermelho” pequeno depois de cinquenta minutos ininterruptos de um mesmo hino. Em uma virada histórica, a ECA se tornou finalista. Uma sensação indescritível de felicidade. A torcida, consagrada pelo time em quadra após o último ponto, podia ter certeza: ela também havia vencido o jogo.

Então, ecano, prepare-se. Levantar bandeirão, estender faixa, encher bexiga, gritar e cantar é viver o JUCA em todas as suas emoções. E isso significa chorar as derrotas, celebrar as vitórias, e fazer reverência para os times, que certamente irão aplaudir quem fica nas arquibancadas com o coração na garganta. Porque a gente sofre, viu? Mas nem milhões de mensalidades do curso de cinema da FAAP pagariam o arrepio que dá ao ver a ECA entrar em quadra.

Um excelente JUCA! Não deixe de torcer, nem se a garganta falhar, se o sono aumentar, se o busão atrasar. Aproveite cada minuto desses quatro dias que vão te revelar uma paixão irremediável chamada ECA-USP. E vamo, ECA!

por Rafaela Carvalho,
Diretora da Batereca – gestão 2009/10